O desempenho torna-se também tomada de posição do ator, nem sempre, aliás, em favor do personagem. [...] Ao tomar essa atitude crítica em face do personagem, o ator revela dois horizontes de consciência: o dele, narrador, e o do personagem; horizontes em parte entrecruzados e em parte antinômicos. O ator-narrador mostra um horizonte maior, já por conhecer, desde logo, o futuro do personagem.