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#3548490

Mulher de 67 anos, ex-tabagista, com diagnóstico prévio de tuberculose pulmonar há 12 anos, sendo tratada de maneira adequada. Há 2 meses, a paciente iniciou quadro de tosse e alguns episódios de hemoptise. Atendida por clínico geral, este solicitou uma tomografia de tórax, que revelou a presença de cavidade em lobo superior direito, de parede espessa, com área de vidro fosco ao redor. Por este motivo, a paciente foi encaminhada ao infectologista que repetiu a tomografia após 3 meses da primeira, a qual demonstrava aumento do diâmetro da cavidade vista no exame anterior.
Baciloscopia e teste rápido molecular para tuberculose de escarro foram negativos. Solicitado exame de imunodifusão dupla para Aspergillus fumigatus,que resultou no valor de 1/64. Sobre o diagnóstico e manejo clínico desta paciente é correto afirmar:

  • A ausência de bola fúngica na tomografia de tórax exclui o diagnóstico de aspergilose pulmonar crônica, e embora os testes para tuberculose sejam negativos, essa é a principal hipótese e o tratamento com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol deve ser iniciado empiricamente
  • É um caso típico de aspergilose pulmonar invasiva devendo a paciente ser internada para tratamento com voriconazol intravenoso devido a elevada mortalidade.
  • O descritivo do caso permite fechar o diagnóstico como aspergilose pulmonar crônica, podendo-se proceder a coleta de amostras de escarro para cultura de fungos e início do tratamento com itraconazol,que deve ser mantido por pelo menos 12 meses.
  • É um caso de aspergilose pulmonar crônica, devendo-se proceder a coleta de cultura de escarro e introdução de fluconazol, azólico indicado para tratamento desta forma clínica e que deve ser mantido por um período de pelo menos 6 meses
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