Txai Paiter Suruí foi a única indígena e única brasileira a
discursar nesta segunda-feira (01) no palco principal do
World Leaders Summit, na Conferência do Clima (COP-26),
em Glasgow, no Reino Unido. A jovem, de 24 anos, é
ativista do povo Paiter Suruí e integrante da delegação
de jovens do Engajamundo, organização que estará
presente com 13 jovens nesta Conferência.
Durante seu discurso, Txai Suruí teve como plateia
líderes globais como o primeiro-ministro britânico,
Boris Johnson, o presidente dos EUA, Joe Biden,
e o embaixador brasileiro Paulino Franco de Carvalho
Neto, integrante da delegação oficial do Brasil. Txai
aproveitou esta audiência de alto nível para reforçar
a necessidade urgente de compromissos concretos
e ambiciosos. “Precisamos tomar outro caminho com
mudanças corajosas e globais. Não é 2030 ou 2050, é
agora”, disse a jovem.
A luta pela justiça climática também esteve fortemente
presente no discurso de Txai, que trouxe a necessidade
não apenas de que a agenda climática inclua a pauta
indígena, mas, principalmente, que os povos indígenas
possam estar presentes e efetivamente participando dos
espaços de tomada de decisão. “Os povos indígenas
estão na linha de frente da emergência climática, por
isso devemos estar nos centros das decisões que
acontecem aqui”, afirma. No Brasil, quarto país que mais
mata ambientalistas no mundo, Txai lembrou ainda de
Ari Uru-Eu-Wau-Wau, seu amigo de infância e guardião,
que aos 32 anos foi assassinado por proteger a floresta
– em um caso que hoje, mais de um ano depois, segue
sem respostas.
“A Terra está falando. Ela nos diz que não temos mais
tempo”. No maior espaço internacional sobre a crise
climática, que tem o potencial de influenciar os rumos da
história da humanidade neste grande desafio, Txai Suruí
reforça que para as juventudes e os povos indígenas a
ação climática não é um plano para o futuro – construir
um mundo mais justo no enfrentamento à crise climática
é um projeto do presente.
Os pronomes relativos atuam como importantes
ferramentas de coesão textual. Observe o uso do
pronome destacado na passagem apresentada a seguir.
“A luta pela justiça climática também esteve fortemente
presente no discurso de Txai, que trouxe a necessidade
não apenas de que a agenda climática inclua a pauta
indígena, mas, principalmente, que os povos indígenas
possam estar presentes e efetivamente participando dos
espaços de tomada de decisão.”
Na passagem acima, o pronome “que” se refere ao(à)
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