Cadernos de Questões

Provas Favoritas

Filtros Salvos

Foram encontradas 30 questões.
#1637823
Texto da Questão:

“[...]
O de amendoim
que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca

Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada

A vida com uma porção de coisas que eu não entendia
bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.”

(Evocação do Recife – Manuel Bandeira). Disponível em:
<https://www.escritas.org/pt/t/9074/evocacao-do-recife>.
Acesso em: 1º ago. 2019.

Sobre as reflexões de Manuel Bandeira a respeito dos usos da língua portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

  • Os versos “Dez ovos por uma pataca” remetem aos pregões que o eu lírico ouvia nas ruas de sua cidade, portanto representam uma variação informal do português.
  • Quando se refere à “língua errada do povo”, o eu lírico utiliza ironia e investe contra a noção da existência de uma língua certa e uma língua errada.
  • Em “A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros / Vinha da boca do povo”, é estabelecida uma divisão entre a linguagem escrita (formal) e a linguagem oral (informal).
  • Em “Ao passo que nós / O que fazemos / É macaquear / A sintaxe lusíada”, o eu lírico relembra as origens da língua e aponta a incapacidade do falante brasileiro de utilizar a sintaxe corretamente.
Fale com IAgo
IAgo - Assistente IAProva
IA
Olá! Sou o IAgo, seu assistente aqui no IAProvatec 😊
Veja como posso te ajudar:
Agora