João é servidor publico da Prefeitura de Três de Maio e atua no setor de licitações do
município. A Prefeitura lançou um edital referente a uma grande licitação para compra de materiais
escolares para as escolas públicas municipais da cidade. Em um churrasco, Claudio, que é proprietário
de uma grande loja de materiais escolares e sócio majoritário, pergunta a João detalhes sigilosos da
licitação, os quais não constam do edital, a fim de que possa apresentar uma proposta competitiva e,
com isso, sair na frente dos demais concorrentes e ganhar a licitação. As informações foram fornecidas
de forma livre e consciente por João, que tinha como objetivo ajudar seu amigo na apresentação da
melhor proposta, visando que ele saísse vitorioso na licitação. Com base no caso hipotético descrito,
analise a sentença abaixo: A atitude de João não pode ser considerada ato de improbidade administrativa, porquanto João não
obteve lucro ou vantagem direta com o fornecimento das informações sigilosas para seu amigo Claudio
(1º parte). Caso a empresa de Claudio participe e ganhe a licitação, esta não poderá sofrer sanções,
mesmo tendo obtido informações sigilosas e privilegiadas, já que a Lei de Improbidade não permite a
aplicação de sanções para pessoas jurídicas, e sim apenas para pessoas físicas (2º parte). Claudio
poderá responder por ato de improbidade administrativa, ainda que não seja servidor publico, desde
que comprovada sua atuação dolosa na obtenção das informações (3º parte). Quais partes estão corretas?
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