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#3057855

A fluorose está concentrada na dose estimada de risco de 0,07 mg F/kg de peso corporal/dia, e estudos longitudinais têm mostrado que a quantidade de flúor ingerida por uma criança/jovem pela dieta e pelo dentifrício fluoretado não corresponde à fluorose observada anos depois. Portanto, para Tenuta e Cury (2009), “crianças que ingerem uma grande quantidade de dentifrício a cada escovação continuam sob alto risco de desenvolver fluorose, mesmo utilizando um dentifrício de baixa concentração de flúor. Além disso, a recomendação do uso de dentifrícios não fluoretados ou com concentração reduzida de fluoreto, além da redução do efeito anticárie, pode gerar a ideia de que esses dentifrícios são mais seguros para serem ingeridos”. Diante do exposto, é correto afirmar que:

  • Os dentifrícios com concentração de flúor menor que 500 ppm, se ingeridos em pequenas quantidades, vão causar fluorose dentária e têm ação anticárie.
  • Crianças e jovens podem utilizar dentifrício com ótimos índices de flúor, entre 1.000 e 1.500 ppm, se tiverem controle da vazão do produto, sem aumento do risco de fluorose mesmo que consumam água fluoretada com alta concentração de flúor.
  • Os dentifrícios com baixo teor de flúor têm menor risco de causar fluorose e são mais seguros para crianças até os 3 anos.
  • Os dentifrícios com ótimo teor de flúor são indicados em todas as idades pelo efeito anticárie, pois o risco aumentado de fluorose é devido à ingestão de grande quantidade do produto; portanto, se houver controle da ingestão ou o uso de pequenas quantidades, o risco de fluorose é diminuído.
  • Seja qual for a concentração de flúor no dentifrício, sempre haverá fluorose dentária se a criança não tiver uma dieta adequada e deglutir todo o dentifrício, independentemente da quantidade.
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