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#3053002

A grande variedade de fatores etiológicos e patogênicos associados às lesões brancas da cavidade oral torna seu diagnóstico desafiador. A anamnese detalhada, o conhecimento das características de cada lesão e de manobras semiotécnicas específicas e os exames complementares possibilitam o diagnóstico final, permitindo descartar desordens potencialmente malignas, em especial as leucoplasias. Há uma lesão branca que representa um dos padrões clínicos da infecção fúngica oral mais comum em humanos, causada principalmente por um fungo dimórfico que pode se apresentar sob a forma de levedura ou hifas, geralmente associadas à invasão e à infecção do hospedeiro. Caracteriza-se por uma placa branca, geralmente assintomática, que não pode ser removida por raspagem e geralmente acomete região de mucosa jugal retrocomissural bilateralmente, podendo ocorrer em língua e palato. O diagnóstico baseia-se nas características clínicas associadas à presença de hifas ou pseudo-hifas observadas na citologia esfoliativa ou em cortes histológicos provenientes de uma biópsia da lesão, na qual o microrganismo é facilmente visualizado nas colorações com ácido periódico de Schiff, cuja análise histopatológica revela hiperplasia epitelial com hiperparaceratose (ou hiperparaqueratose), presença de infiltrado inflamatório crônico na lâmina própria e, frequentemente, formação de microabscessos nas camadas espinhosas e de paraceratina (ou paraqueratina). A lesão descrita é denominada: 

  • Candidíase ou candidose hiperplásica.
  • Estomatite urêmica.
  • Ceratose friccional.
  • Leucoedema.
  • Leucoplasia pilosa.
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