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#3438055

Um paciente de 60 anos com diagnóstico de linfoma não Hodgkin encontra-se internado após o segundo ciclo de quimioterapia com esquema CHOP. Após 5 dias do último ciclo, ele apresenta febre de 38,5°C, sem sinais localizatórios de infecção. O hemograma revela neutropenia grave com contagem absoluta de neutrófilos de 300/mm³. Ele não apresenta sintomas respiratórios, gastrointestinais ou urinários, e seu estado hemodinâmico é estável. A equipe médica realiza coleta de hemoculturas e inicia antibioticoterapia empírica. Considerando o manejo inicial da neutropenia febril, assinale a alternativa INCORRETA. 

  • Em pacientes com neutropenia febril, o início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro é fundamental para reduzir a mortalidade, mesmo na ausência de foco infeccioso identificado.
  • Em pacientes estáveis hemodinamicamente, a monoterapia com uma cefalosporina de quarta geração, como cefepima, é uma opção adequada, pois cobre a maioria dos patógenos Gram-negativos associados a infecções em neutropênicos.
  • A adição de cobertura para Gram-positivos, como vancomicina, geralmente não é indicada no manejo inicial de neutropenia febril, exceto se houver sinais de cateter infectado ou instabilidade hemodinâmica.
  • Em casos de neutropenia febril, o uso de fatores estimulantes de colônias de granulócitos (G-CSF) deve ser considerado em todos os pacientes para acelerar a recuperação da contagem de neutrófilos.
  • A presença de febre em paciente neutropênico deve ser considerada uma emergência médica, pois a baixa contagem de neutrófilos reduz a capacidade de resposta inflamatória, podendo mascarar a gravidade da infecção.
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