A inflação e o desemprego são fenômenos dos mais preocupantes para os
governantes. Nesse sentido, analise as afirmações abaixo:
1. A inflação de demanda é a situação caracterizada pelo excesso de demanda agregada em relação
à oferta agregada, popularmente é a situação em que há mais dinheiro em poder da população
em que a oferta de bens e produtos. Em uma visão monetarista, pode-se afirmar que o processo
inflacionário se origina quando o governo aumenta a emissão de moeda ao financiar seus déficits.
Alguns mecanismos de redução da demanda agregada são: aumento da carga tributária, elevação
das taxas de juros, redução dos gastos do governo, controle de crédito e arrocho salarial.
2. A inflação de custos pode ser identificada como uma inflação de oferta, pois os preços sobem
quando os custos de produção aumentam e os empresários repassam parte destes custos ao
preço final do produto. São geradores desse tipo de inflação: aumento dos custos dos preços de
matérias primas importadas, aumento de salários, quedas de produção, atuação perversa de
alguns monopólios. Como mecanismo de controle e equilíbrio, o governo pode implementar
política salarial mais rígida, políticas de controle sobre os lucros das empresas, políticas de
controle sobre os preços dos produtos.
3. A inflação inercial só ocorre se houver manifestação do governo aceitando níveis mais elevados.
Os agentes econômicos só agirão se perceberem que o governo está aceitando os novos
patamares de preço. O retorno ao equilíbrio é mais complexo, em geral as reuniões entre os
agentes governamentais, sindicatos e comunidade podem resolver a situação.
4. Existem diferentes tipos de desemprego, o friccional, em que os indivíduos estão desempregados
temporariamente, ou seja, estão em transição de um emprego para outro; existe o desemprego
estrutural, que ocorre pelo desempenho sazonal de algumas atividades econômicas e existe
também o desemprego estrutural causado pela recessão do ciclo econômico.
5. O economista inglês A.W. H. Philips observou em seus estudos uma relação inversa e não linear
entre os níveis de emprego e as taxas de inflação. Ele demonstrou (conhecida “curva de Philips)
que quanto maior a inflação, menor será o desemprego e vice-versa. Philips considerou a taxa
natural de desemprego e chegou à conclusão de que, se o governo reduzir a taxa de desemprego
por meio de uma política expansionista, ele acabará gerando aumento nas taxas inflacionárias.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
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