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#3641790

Leia o fragmento a seguir.

“O branqueamento massivo de corais que vem ocorrendo há dois anos continua a bater recordes, com quase 84% dos recifes do mundo danificados, uma enorme ameaça para esses ecossistemas vitais para a vida marinha e para centenas de milhões de pessoas. Os corais são muito vulneráveis ao aumento das temperaturas da água. E desde 2023, as temperaturas dos oceanos se mantêm em níveis sem precedentes, devido ao aquecimento global. Como consequência deste superaquecimento e da acidificação dos mares provocada pelas emissões de gases de efeito estufa da humanidade, há dois anos ocorre um episódio de branqueamento global, o quarto desde 1998, que se estende pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.”
(Folha de São Paulo, 23/04/2025)

A acidificação dos oceanos, mencionada no texto, ocorre porque parte do dióxido de carbono (CO₂) atmosférico se dissolve na água, formando ácido carbônico (H₂CO₃). Esse ácido, ao se dissociar, libera íons H⁺ que reagem com o carbonato de cálcio (CaCO₃) presente nos esqueletos dos corais, como mostrado nas equações a seguir. 



Esse processo químico afeta diretamente a sobrevivência dos corais porque

  • o aumento da concentração de H₃O⁺ diminui a solubilidade do CO₂ na água, reduzindo a disponibilidade de carbonato de cálcio para os corais.
  • o íon bicarbonato formado estabiliza o pH da água, favorecendo a deposição de carbonato de cálcio nos esqueletos.
  • a reação entre CO₂ e água libera oxigênio molecular, reduzindo a respiração celular das algas simbióticas.
  • a acidificação aumenta a basicidade do meio, favorecendo a precipitação de carbonato de cálcio nos recifes.
  • o excesso de H⁺ promove a dissolução do carbonato de cálcio, fragilizando as estruturas calcárias dos corais.
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