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#3640242

O texto a seguir aborda o debate público bastante presente e atual sobre a Educação Musical e necessidades específicas.

   “É cada vez mais crescente o número de diagnósticos de pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo Tibyriçá (2014), estima-se que cerca de dois milhões de brasileiros são autistas. Esses diagnósticos evoluíram à medida que os estudos sobre o transtorno se intensificaram, permitindo mudanças nos critérios de identificação e debates sobre a conscientização e inclusão de pessoas nas instituições escolares. Conforme o censo escolar de 2022 e 2023, houve um aumento de 50% de alunos com TEA nas escolas brasileiras (INEP, 2024).    Historicamente, a educação inclusiva no Brasil foi se afirmando por meio de políticas direcionadas à educação especial com o objetivo de propiciar o direito das pessoas com deficiência à educação, saúde e trabalho (Barbosa; Fialho; Machado, 2018).    Ademais, foram traçadas diretrizes que impulsionaram avanços importantes na educação. Posteriormente, a elaboração de novas leis como a Lei 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e a Lei 13.146/2015 que implanta o Estatuto da Pessoa com Deficiência”.

Fonte: LINS, Laíse A. C. Abordagens inclusivas na educação musical: um estudo sobre a formação de professores de música nas instituições de ensino superior de Pernambuco e Bahia. Petrolina: Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, como parte dos requisitos para a conclusão do curso de Licenciatura em Música. 2025.

Esses avanços em legislações ou políticas voltadas à inclusão não se fazem presentes apenas em espaços educacionais gerais, mas podem ser adaptáveis a áreas específicas, como a educação musical, 

  • porém a formação de docentes capacitados para lidar com as diferentes demandas exigidas pelas pessoas com necessidades específicas ainda é ineficaz, uma vez que a música é uma linguagem não verbal e altamente condicionada à técnica (prática instrumental, escuta e leitura especializadas).
  • pois a formação docente ocupa um papel relevante no contexto de abordagens educacionais que valorizem a diversidade, impulsionando as instituições de ensino superior a prepararem seus futuros docentes para atuarem em ambientes de ensino que favoreçam a inclusão.
  • ainda que a inclusão na educação musical não seja fundamental no desenvolvimento de uma cidadania mais equitativa, uma vez que a linguagem das artes não está disponível para todos os públicos.
  • exclusivamente dentro das instituições de ensino superior, pois são elas que devem promover uma formação que contemple o olhar para a diversidade.
  • a fim de constituir alunos instrumentistas não docentes capacitados para lidar com as diferentes condições de trabalho, esperando-se assim que mais pessoas com necessidades específicas tenham acesso à prática da música.
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