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#2477738

Existe uma associação inversa, que não é somente de ordem estatística, entre capacidade econômica e probabilidade de adquirir doença. Essa percepção não é recente. Os trabalhos de Villerme (1840), Virchow (1849) e Chadwick (1842) já apontavam diferenças consideráveis entre grupos sociais em termos de morbidade e mortalidade (ROUQUAYROL; SILVA, 2018).
Sobre as taxas de mortalidade e a saúde infantil, é INCORRETO afirmar:

  • A título de exemplo, para explicação do impacto da condição socioeconômica, pode ser lembrado que a desnutrição, as parasitoses intestinais, o nanismo e a incapacidade de se prover estão sempre presentes onde a miséria se faz presente.
  • O conceito de classe social como uma totalidade ao mesmo tempo econômica, jurídico-política e ideológica é o que procura explicar, de maneira mais abrangente, o processo saúde-doença como processo biopsicossocial.
  • Os grupos sociais economicamente privilegiados estão mais sujeitos à ação dos fatores ambientais que ensejam ou que estimulam a ocorrência de certos tipos de doenças cuja incidência é acintosamente elevada também nos grupos economicamente desprivilegiados.
  • Os pobres são percebidos como mais doentios e mais velhos; são duas ou três vezes mais propensos a enfermidades graves; permanecem doentes mais amiúde; morrem mais jovens; procriam crianças de baixo peso em maior proporção; e sua taxa de mortalidade infantil é mais elevada.
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