O botão desaparece no desabrochar da flor, e poderia dizer-se que
a flor o refuta; do mesmo modo que o fruto faz a flor parecer um
falso ser-aí da planta, pondo-se como sua verdade em lugar da flor:
essas formas não só se distinguem, mas também se repelem como
incompatíveis entre si. Porém, ao mesmo tempo, sua natureza
fluida faz delas momentos da unidade orgânica, na qual, longe de
se contradizerem, todos são igualmente necessários.
HEGEL, G. W. F. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis, RJ: Vozes;
Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2014.
O trecho acima ilustra a concepção dialética de Hegel, segundo a
qual os contrários
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