Paciente feminina, 48 anos, biomédica, com obesidade grau II (IMC
35,8 kg/m²) e síndrome metabólica, iniciou tratamento com
semaglutida 2,4 mg/semana há 6 meses.
Apresentou perda de peso satisfatória (12 kg), mas durante a
consulta de seguimento relatou episódios recorrentes de náuseas
matinais, vômitos pós-prandiais tardios e dor abdominal em
hipocôndrio direito. Exames laboratoriais recentes mostram:
Com base no caso clínico acima, analise as afirmativas a seguir.
I. A semaglutida, como agonista do receptor de GLP-1, retarda o
esvaziamento gástrico, o que explica as náuseas e vômitos. As
alterações hepáticas (ALT, AST, GGT, bilirrubina) são
indicativas de esteatose hepática induzida pelo fármaco, e a
lipase elevada (embora dentro do VR) sugere pancreatite
subclínica.
II. O mecanismo de ação da semaglutida envolve a estimulação
direta da secreção de insulina e supressão do glucagon, o que
pode levar à hipoglicemia e, consequentemente, aos sintomas
gastrointestinais. As alterações hepáticas são secundárias à
rápida perda de peso, e a lipase sérica elevada é um achado
inespecífico. III. A semaglutida, por mimetizar o GLP-1, aumenta a saciedade e
reduz o apetite, resultando em perda de peso. Os sintomas
gastrointestinais são efeitos adversos comuns relacionados ao
atraso do esvaziamento gástrico. As elevações de ALT, AST,
GGT e bilirrubina, juntamente com a dor abdominal em
hipocôndrio direito, são altamente sugestivas de colelitíase ou
colecistite aguda induzidas pelo tratamento.
Está correto o que se afirma em
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