Uma mulher com 23 anos de idade, nascida em família na qual o
movimento antivacina é uma realidade, apresentou febre baixa
de três a quatro dias de evolução, associada a mialgia, anorexia,
mal-estar e cefaleia. Procurou o pronto-socorro devido a quadro
de dor abdominal de grande intensidade em fossa ilíaca direita
com descompressão dolorosa. Queixou-se também de dor
mamária.
O exame físico detectou aumento do volume, sensibilidade
dolorosa à palpação superficial, coloração avermelhada e calor.
Relatou ainda dor epigástrica. Outro achado nessa paciente foi
dor, aumento da sensibilidade e aumento de volume da glândula
parótida, apenas do lado direito.
Exames laboratoriais foram realizados e o hemograma mostrou
anemia discreta, leucocitose com linfocitose relativa, aumento da
PCR, transaminases aumentadas em duas vezes o valor normal,
creatinina normal e ureia com valor aumentado. Bilirrubinas
normais. Amilase aumentada cinco vezes e lipase normal. EAS
sem alterações.
Baseado no conjunto dos sintomas e nos exames laboratoriais a
principal hipótese diagnóstica é
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