Paciente com 73 anos de idade, morador de rua, usuário de
crack, etilista pesado e tabagista de longa data. Admitido na sala
vermelha de uma emergência com quadro de dispneia
(FR:31 irpm), saturação de O2 84% e hipoglicemia. Anasarca.
Extremidades frias e cianóticas. Relato de febre e perda ponderal
20%. Ao exame físico observou-se que o paciente se encontrava
em regular estado geral, emagrecido, hipocorado (2+/4+),
desidratado, taquipneico, Glasgow 14. Tosse não produtiva.
À ausculta pulmonar: murmúrios vesiculares reduzidos por
crepitações em bases bilateralmente. Abdome: plano, tenso,
bastante resistente à palpação globalmente. Peristalse débil.
Membros inferiores com edema (3+/4+) com cacifo positivo. AntiHIV negativo.
A seguir, está a imagem da tomografia computadorizada
realizada.
O laudo da tomografia computadorizada do tórax foi: derrame
pleural laminar bilateralmente. Sinais de enfisema centrolobular
Cavitações de paredes espessadas no pulmão direito, uma delas
apresentando formação nodular com densidade de partes moles
no seu interior, medindo cerca de 1,1 x 0,9 cm, de aspecto pouco
específico. Múltiplas opacidades centrolobulares esparsas por
ambos os pulmões, assumindo configuração com aspecto de
árvore em brotamento bilateralmente, associados a opacidades
em vidro fosco na sua adjacência. Dentre os diagnósticos
diferenciais deve-se considerar a possibilidade de processo
infeccioso específico em atividade Espessamento difuso das
paredes brônquicas. Traqueia e brônquios-fonte pérvios.
Linfonodos proeminentes mediastinais e hilares, muitos
calcificados. Aorta de calibre preservado. Calcificações vasculares.
Coração de dimensões aumentadas.
Com base nas informações acima, e considerando as doenças
mais prevalentes na população de rua no Brasil, as principais
hipóteses diagnósticas seriam