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#3719275

João, homem trans de 27 anos, comparece à maternidade com 39 semanas e 4 dias de gestação, em trabalho de parto ativo. É G1P0, a gestação foi planejada com suspensão prévia do uso de testosterona, e o pré-natal foi acompanhado em Unidade de Saúde da Família com equipe treinada em saúde LGBTQIA+. João manifesta desejo de parto vaginal, com presença de seu companheiro e solicita ser tratado pelo nome social e pronomes masculinos.
Ao exame: altura uterina: 34 cm, ausculta fetal: BCF 142 bpm, dilatação cervical: 6 cm, 90% apagado, apresentação cefálica, bolsa íntegra. Sem fatores de risco para distocia ou contraindicações ao parto vaginal. Durante a admissão, um profissional da equipe registra em prontuário: “Parturiente do sexo feminino com quadro compatível com trabalho de parto ativo. Solicita uso de nome social, apesar de se tratar de mulher biológica.”

Considerando o relato acima, a melhor conduta para o caso é 

  • corrigir o prontuário para constar “mulher trans”, mantendo os termos obstétricos convencionais, pois o sistema de saúde ainda utiliza a classificação biológica como base.
  • reforçar com a equipe multiprofissional a utilização do nome social e de pronomes masculinos.
  • priorizar a avaliação obstétrica clínica e adiar discussões sobre identidade de gênero até o puerpério, para evitar distrações no manejo clínico.
  • redirecionar o paciente para unidade de referência em saúde trans, mesmo em trabalho de parto, para garantir atendimento especializado.
  • iniciar preparo para parto cesáreo eletivo, considerando que a anatomia obstétrica pode estar alterada pelo uso anterior de testosterona.
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