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#3719255

Gestante de 33 anos, G3P2, com 28 semanas de gestação, previamente hígida, procura emergência obstétrica com febre alta (38,7 °C), tosse seca, mialgia intensa e cefaleia há 36 horas. Refere também dispneia leve em repouso. Nega vacinas recentes. Está em uso de paracetamol, sem melhora. Ao exame: PA 100 × 60 mmHg, FC 100 bpm, FR 22 irpm, SpO₂ 97% em ar ambiente. Pulmões limpos à ausculta, sem sinais de desconforto respiratório. Diante da suspeita de síndrome gripal durante uma epidemia sazonal confirmada de Influenza A, a equipe médica opta por tratamento empírico.

Com base nas diretrizes do Ministério da Saúde, a conduta terapêutica mais adequada nesse caso é

  • iniciar oseltamivir apenas se o RT-PCR para influenza for positivo, devido aos riscos desse medicamento durante a gestação.
  • internar a paciente para antibioticoterapia empírica e oxigenoterapia, uma vez que a febre e a taquicardia indicam infecção respiratória grave.
  • introduzir oseltamivir oral o mais precocemente possível, mesmo sem confirmação laboratorial, preferencialmente nas primeiras 48 horas de sintomas.
  • administrar zanamivir inalatória por 5 dias, pois tem menor absorção sistêmica e é preferível na gravidez.
  • adiar qualquer antiviral até a realização de hemograma, radiografia de tórax e gasometria arterial.
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