A antropóloga Mariana Ramos de Morais, em um texto publicado
em 2017, afirma:
“Trata-se de uma expressão adotada para nomear os grupos
praticantes das religiões afro-brasileiras no âmbito das políticas
públicas ancoradas no debate acerca da diversidade cultural no
Brasil. A preservação da diversidade cultural seria uma das armas
contra os assombros da globalização, como preconiza a Unesco
ao incentivar seus Estados membros a desenvolverem ações que
favoreçam a inclusão e a participação de todos os cidadãos com
vistas a garantir a coesão social, a vitalidade da sociedade civil e,
sobretudo, a paz. O Brasil, sendo um desses Estados membros,
buscou se pautar nessa orientação na criação de certas políticas
públicas, especialmente, a partir de 2003.”
A expressão, extensivamente mobilizada em políticas públicas no
Brasil, a que a antropóloga se refere é:
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