As relações entre antropologia e instituições museais são de
longa data. Nas últimas décadas, debates críticos feitos por
antropólogos e também por grupos que usualmente são objeto
de museus etnográficos culminaram em um movimento
renovador. Como bem descreveu a antropóloga Regina Abreu:
“Um movimento de entrada em cena de representantes
indígenas em museus etnográficos em todo o mundo se afirmou
como resultado de movimentos e reivindicações indígenas. Os
povos indígenas descobriram os museus e as práticas
museológicas, o que abriu espaço para a dinamização dos acervos
com novas informações e a atualização das pesquisas sobre os
objetos. Além disso, foi também em virtude da descoberta dos
museus pelos índios que eles próprios começam a 'reaprender’
ofícios e práticas já desaparecidos em seus territórios. Os museus
etnográficos com seus acervos e o acúmulo de suas pesquisas
passaram a ser vistos como fontes de pesquisa e estudo para os
próprios povos indígenas.”
A perspectiva teórica contemporânea que tem contribuído para a
renovação do debate sobre a atuação de grupos indígenas em
museus é o:
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