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#3135759

Em 1751, o governador português do Mato Grosso queixou-se da ambição monopolista espanhola à conversão dos nativos. Perguntava que lei divina ou positiva, que direito ou bula papal, ditava que os índios que viviam naquelas partes fossem propriedade da Espanha. Admitia o sentido da pretensão se os portugueses fossem heréticos. Como não eram, e dado que procuravam converter os índios, por que não deveriam ser autorizados a fazê-lo? Se a Espanha podia “conquistar os índios para Deus”, Portugal também podia.
Adaptado de: Herzog, Tamar. Fronteiras da Posse, Portugal e Espanha na Europa e na América, Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, p. 80.

Com base no trecho, assinale a afirmativa que responde corretamente aspectos que explicam a presença das atividades das duas potências europeias na região.

  • A conversão dos indígenas estava vinculada aos interesses de vassalagem e à expansão territorial, portanto, evangelizá-los significava integrá-los no status de súditos da monarquia.
  • A inexistência de um acordo formal para a demarcação da região permitia a livre entrada e acesso de potências europeias para a evangelização dos indígenas, frequentemente resultando em conflitos.
  • O interesse espanhol na região e na conversão dos indígenas é atribuído à perda de territórios andinos do Vice-reino do Peru, os quais estavam em pleno processo de emancipação do governo metropolitano.
  • O desinteresse português pela região e a falta de esforços na evangelização dos indígenas que a habitavam é explicado pela escassez de recursos naturais e materiais preciosos nesse território.
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