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#1675421

"Talvez Jean de Mandeville, autor medieval cuja identidade é um mistério, não tenha sido uma figura de carne e osso, mas alguém que conferiu unidade a uma compilação de relatos de viagem e de textos antecedentes, convencendo seus contemporâneos de que ele também havia sido um viajante piedoso e um andarilho de Deus. Para contar sua suposta viagem, Mandeville recolheu relatos, roteiros, crônicas e tratados que circulavam pela Europa no século XIV, apresentando um conjunto de viagens, combinadas com referências bíblicas, lembranças supostamente pessoais, informações sobre percursos de rios, montanhas, fauna, flora, costumes de terras conhecidas ou imaginadas”.
Adaptado de FRANÇA, Susani S. L. “Introdução”. In: Viagens de Jean de Mandeville, p. 13-18.
Com base no trecho, assinale a afirmativa que caracteriza corretamente o uso de relatos de viajantes como fonte histórica em situação didática.

  • O recurso a relatos de viajantes justifica-se pela escassez de fontes oficiais sobre uma determinada sociedade, uma vez que sua veracidade é frágil.
  • A literatura de viagem é um testemunho que informa a respeito do universo cultural da sociedade que a produziu e por onde circulou.
  • Este tipo de fonte, por sua natureza de testemunho ocular em primeira pessoa, possui maior credibilidade histórica, desde que submetida a crítica interna e externa.
  • A comparação entre os relatos de viajantes de diversas culturas no mesmo período permite estabelecer hierarquias entre os saberes.
  • Os registros de viagem são um gênero literário medieval fantasioso, em que se encontram locais fantásticos e animais monstruosos, não sendo apto à investigação histórica.
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