O antropólogo inglês Peter Gow tem uma vasta trajetória de
pesquisa com o grupo indígena amazônico Piro. Em um artigo
intitulado “O parentesco como consciência humana: o caso dos
Piro”, Gow afirma: “(…) analiso o sistema de parentesco dos Piro da Amazônia
peruana como um sistema autopoiético, isto é, como um sistema
que gera suas próprias condições de existência. Meu argumento é
que o parentesco piro emerge espontaneamente do interior das
estruturas da consciência humana (…)” (Gow, P.. (1997). O parentesco como consciência humana: o caso dos piro. Mana, 3(2),
39–65.) A proposta de Peter Gow está alinhada com a de outros autores
da etnologia contemporânea. Para esses autores, o modo de
organização do parentesco dos grupos amazônicos são
determinados
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