João e Antônio viviam em união estável homoafetiva há muitos
anos, devidamente documentada em escritura pública, e
decidiram ter um filho com o auxílio de técnicas de reprodução
assistida. A gestação deu-se por substituição, o que foi detalhado
em termo de compromisso específico, sendo Maria, doadora
temporária do útero, a parturiente de Marta.
Com o objetivo de proteger a esfera jurídica de Marta, João
solicitou a opinião de um amigo a respeito de como deveria
proceder no registro civil do nascimento, sendo-lhe informado
que (I) é obrigatória a presença de João e Antônio ao Registro
Civil das Pessoas Naturais; (II) serão indicados os ascendentes
paternos e maternos, conforme João e Antônio, por mútuo
acordo, sejam enquadrados em uma ou outra categoria; (III) o
nome de Maria, referido na declaração de nascido vivo, não
constará do registro; (IV) o oficial do Registro Civil das Pessoas
Naturais processará o pedido e o encaminhará, para decisão, ao
juízo competente.
À luz da sistemática legal e regulamentar vigente, em relação às
informações fornecidas pelo amigo de João, está(ão) correta(s):
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