COP30 chega ao fim sem consenso sobre
combustíveis fósseis, mas com avanços na
adaptação climática.
Em discurso final, André Correa do Lago, presidente da
COP30, tentou ser otimista, mas admitiu dificuldade
em relação a objetivos não alcançados. “É meu dever
reconhecer algumas discussões muito importantes
que aconteceram aqui e que precisam continuar
durante a presidência brasileira até a próxima COP,
mesmo que não tenham sido incluídas nesse texto
que acabamos de aprovar”, afirmou.
“Nós sabíamos que alguns de vocês tinham ambições
maiores para alguns dos temas. A sociedade civil vai
demandar que a humanidade faça mais para lutar
contra a mudança do clima. Eu quero reafirmar que
vou tentar não desapontar vocês durante a minha
presidência”, prometeu.
Lago relembrou que os mapas são necessários para
que “a humanidade, de uma forma planejada e justa
possa ultrapassar a dependência nos combustíveis
fósseis no desmatamento e mobilizar recursos para
esses propósitos”.
“Eu, como presidente da COP30, vou criar dois mapas:
um como reverter o desmatamento e o outro transicionar fora dos combustíveis fósseis, de uma forma
justa e igualitária”, continuou.
A ideia era tentar um consenso para que os países se
comprometessem com a ideia de, um dia, abandonar o uso do petróleo, carvão e gás, seguindo uma
previsão para a transição energética. A possibilidade
dividiu países, com destaque à resistência de representantes árabes.