a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:
‘Eh bobagem!’
Daqui a muito progresso tecno-ilógico,
quando for impossível detectar o domingo
pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas,
em meu país de memória e sentimento,
basta fechar os olhos:
é domingo, é domingo, é domingo
SÁLVA, Camila; DIEDRICH, Andressa. O cotidiano nos versos de
Adélia Prado. Instituto Ling, 31 jul. 2020. Disponível em:
https://institutoling.org.br/explore/o-cotidiano-nos-versos-deadelia-prado. Acessado em: 12/11/2025.
Interprete o poema Domingo (Texto 1) de Adélia
Prado e analise as afirmativas a seguir:
1. O poema valoriza as pequenas cenas do
cotidiano, como o ato de descascar laranjas à
sombra.
2. Há uma crítica à modernidade, mostrando que
ela apaga as memórias do passado do eu-lírico.
3. A repetição da expressão “é domingo” no final
do poema reforça o tom de monotonia e
tédio dos dias de descanso.
4. O “país de memória e sentimento” mencionado sugere um espaço simbólico onde o
passado se conserva por meio da lembrança
afetiva.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
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