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#3666220
Texto da Questão:

Leia o texto de Rubem Alves.
Sobre o amar e o ouvir
Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito… A arte de amar e a arte de ouvir estão intimamente ligadas. Não é possível amar uma pessoa que não sabe ouvir. Os falantes que julgam que por sua fala bonita serão amados são uns tolos. Estão condenados à solidão. Quem só fala e não sabe ouvir é um chato… O ato de falar é um ato masculino. Fala é falus: algo que sai, se alonga e procura um orifício onde entrar, o ouvido… Já o ato de ouvir é feminino: o ouvido é um vazio que se permite ser penetrado. Não me entenda mal. Não disse que fala é coisa de homem e ouvir é coisa de mulher. Todos nós somos masculinos e femininos ao mesmo tempo. Xerazade, quando contava as estórias das 1001 noites para o sultão, estava carinhosamente penetrando os vazios femininos do machão. E foi dessa escuta feminina do sultão que surgiu o amor. Não há amor que resista ao falatório.

Assinale a alternativa em que a afirmação posta entre parênteses está correta.

  • Não me entenda mal.(O verbo da frase é intransitivo)
  • Homem, ouça mais e fale menos.(O termo “homem” é um aposto.)
  • Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a que escuta bonito.(Se o adjunto adverbial for deslocado para frente do verbo, a frase tem seu sentido alterado.)
  • …estava carinhosamente penetrando os vazios femininos do machão.(O termo “carinhosamente” vem de carinho e é um adjunto adnominal.)
  • Não há amor que resista ao falatório.(Se o objeto direto do verbo haver fosse colocado no plural, ele – o verbo - também deveria ser colocado no plural)
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