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#3025402

O egiptólogo alemão, teórico da cultura e professor da Universidade de Constança, Jan Assmann, ao ser questionado sobre como o Projeto de Ética Mundial de Hans Küng pode auxiliar as religiões a encontrar um ponto comum de diálogo e de pluralismo entre as diferentes crenças, afirmou:

Trata-se, além das religiões individuais cuja pluralidade jamais se poderá descartar, e além de suas verdades de fé, de estabelecer alguns princípios civilizatórios, aos quais todas as religiões devem se ater. Verdades de fé jamais poderão ser universais.


(ASSMANN, Jan. Verdades de fé jamais poderão ser universais. Revista do Instituto Humanitas Unsinos - IHU On Line, edição 240, 22 de outubro 2007).


Com base nesta afirmação, é correto afirmar:

  • A verdade de fé dispensa a necessidade de fundamentos que não sejam a própria experiência da fé; o que a possibilita ditar fundamentos às outras formas de verdade.
  • A verdade de fé não é permanente e igualmente não poderá ser universal, pois encontra-se sempre condicionada à experiência histórica e cultural das comunidades ou dos indivíduos.
  • A verdade de fé pode contrapor-se à verdade histórica, mas não pode interpretá-la. A fé se fundamenta e se legitima na verdade histórica, possibilitando a expressão do incondicional.
  • A verdade de fé procura descrever as coisas a partir de suas estruturas e relações; sendo assim, sua verdade está em descrever o mais exatamente possível essas estruturas e relações a partir de métodos de verificação que permitam a repetição da experiência.
  • A verdade de fé é designada como juízo correto, que se conforma com o já dado e evidente. Nesse sentido, a verdade de fé abraça toda a forma de incerteza, da condição de não se fundamentar uma pretensa apreensão da realidade.
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