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#2576640
Texto da Questão:

[Escrever bem]


      Antigamente os professores do ensino médio ensinavam a escrever mandando fazer redações que puxavam para a grandiloquência, o preciosismo ou a banalidade: descrever uma floresta, uma tempestade, o estouro da boiada; comentar os males causados pelo fumo, o jogo, a bebida; dizer o que pensa da pátria, da guerra, da bandeira. Bem ou mal, íamos aprendendo, sobretudo porque os professores ainda tinham tempo para corrigir nossos exercícios. Mas o efeito podia ser duvidoso: seriam textos interessantes?

      Por isso, talvez seja melhor adotar o ponto de vista do escritor norte-americano O. Henry. Não lembro onde li que um rapaz lhe perguntou o que devia fazer para se tornar escritor, esperando provavelmente de volta o conselho clássico do temporal, do mar bravio, da batalha. Mas O. Henry lhe disse apenas o seguinte: “Descreva uma galinha atravessando um pátio; se conseguir, será escritor”.

(Adaptado de: CANDIDO, Antonio. O albatroz e o chinês. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2010, p. 205-206) 

Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

  • A razãoporqueo autor considera que hojemause corrigem as redações é o tempo de que os professores não mais dispõem.
  • Os alunos não costumavam reagirmalà proposição daqueles temas, talvezporqueimaginassem que a redação havia de ser um texto solene.
  • Mause sabia, às vezes, do que se estava escrevendo numa redação,por queos temas eram bastante desligados da realidade cotidiana.
  • Por quêserá que o que era consideradomauescrito vinha assinalado em vermelho nas correções?
  • Não é de todomalque alguém escreva valendo-se de preciosismos, ainda que o faça sem exatamente saberporquê.
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