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#1843121
Texto da Questão:

                                Conversa ao vivo


      Estão multiplicando-se os bares e os restaurantes que oferecem, como irresistível atração, “música ao vivo”. Temo que eles alcancem, mais do que uma hegemonia, uma unanimidade. Temo que chegue o dia em que nada mais se converse à mesa, por conta desse discutibilíssimo privilégio de se ouvir música alta enquanto se bebe e se come. Para uma conversa, sempre restará, é verdade, o recurso da leitura labial – mas não farão falta o timbre e a entonação da voz da pessoa amiga?

      Vejo esse hábito de “animar” com muitos decibéis de música imposta os lugares em princípio concebidos para o lazer e a sociabilidade como uma dessas extravagâncias que acabam se fazendo naturais. Enormes receptores de TV se associam, por vezes, ao show de estímulos que nos distraem da nossa companhia, do que temos a pensar, a dizer e a ouvir. Uma espécie de confusa obrigação de festa e alegria ruidosa vai-se impondo aos passivos frequentadores, que acabam se esquecendo da boa recompensa que pode haver numa estimulante “conversa ao vivo”, na qual as palavras mesmas, as nossas e as alheias, constituem a música e o sentido de estarmos juntos.

                                                                     (TENÓRIO, Adalberto. inédito

Está plenamente adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

  • A atraçãoda qualos donos de bares e restaurantes pretendem oferecer aos clientes é considerada um martírioa quedeveríamos ser poupados.
  • Quanto aos televisores, o autorjulga-lhesum acréscimodostormentos já representados pela música alta nos bares e restaurantes.
  • A música ruidosa,cujoprincipal efeito é impossibilitar uma conversa, é um tormentodo qualestá cada vez mais difícil esquivar-se.
  • Há pessoas que querem conversar, mas nãoasassiste sequer o direito de alguns intervalos silenciosos, quelhespoupariam por algum tempo.
  • Aos passivos frequentadores,de cujapaciência parece não haver limite, impõem-se os decibéisem queos pobres ouvidos acabam se acostumando.
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