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#2698844

“Não seria a sensibilidade afetiva a verdadeira referência do agir e dos valores? (...). Sem dúvida, a emotividade e a subjetividade desejante são fatores dinâmicos indiscutíveis quando se trata das opções valorativas sobre nosso agir. Isso legitima as novas filosofias, com sua crítica ao racionalismo exacerbado que exclui a dimensão do sentimento, paixão e desejo. Mas, se não impregnada pela intencionalização da subjetividade epistêmica, essa potência desejante perde sua humanidade. Prevalece o irracionalismo cego! (...). Toda expressão emocional da subjetividade é atravessada pela dimensão epistêmica! Por isso, o sabor da vivência emocional só se experimenta quando atravessado pelo saber. O desejo só se sabe (saboreia) sabor, na medida em que sabe (vivencia) saber”

(SEVERINO, Antonio Joaquim. Educação, sujeito e história. São Paulo: Olho d’água, 2001, p. 96-97) 


A partir da citação acima, é correto afirmar: 

  • a emotividade e os desejos são móveis indiscutíveis de nossas preferências ao agir daí que, apenas este aspecto deve merecer atenção educacional.
  • as novas filosofias estão corretas ao criticarem os cuidados com o pensamento racional, em especial na educação, pois, somente ele deve ser levado em conta.
  • o autor citado afirma que somente o emocional ou a afetividade merecem atenção por parte da educação, daí a importância de uma educação estética.
  • na educação, tanto os aspectos epistêmicos quanto os aspectos do desejo e da afetividade devem ser bem trabalhados com os estudantes, visto serem muito importantes para a realização do ser humano.
  • o autor afirma que há uma importância maior do aspecto cognitivo no ser humano e que isso deve nortear as propostas pedagógicas.
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