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#2411002
Texto da Questão:

Cantigas de roda

Há quem veja tão somente fantasia e ingenuidade nas palavras das cantigas de roda: “Ciranda, cirandinha / Vamos todos cirandar"... Mas há algumas que fazem pensar, e muito: vão bem mais fundo do que parecem. Têm, às vezes, versos trágicos, como estes: “Menina, minha menina / Faz favor de entrar na roda / Cante um verso bem bonito / Diga adeus e vá-se embora". Trágicos, sim: podem ser ouvidos e entendidos como uma síntese da nossa vida, do tempo curto da nossa vida, a que viemos para entrar na roda, cantar alguma coisa de nós e partir... para sempre. É pouco? É tudo. E tem gente que vai embora sem nunca ter cantado coisa nenhuma. A escritora Orides Fontela usou esses versos populares como epígrafe de seu livro de poemas Helianto. Era a dona de uma poesia fina e trágica, cantava como poucos.

(Carlos Rossignol, inédito)


Para considerar como trágicos os versos populares adotados por Orides Fontela, o autor do texto atribuiu-lhes o sentido que corretamente se resume nesta afirmação:

  • Conquanto não seja longa, a vida nos dá o tempo feliz de cantar, antes que passemos a sofrer.
  • Se a vida fosse curta, não teríamos sequer tempo para cantar alguma coisa e deixar nela nossa marca.
  • A vida é absurda, pois apenas ficamos cantando, sem saber por que viemos e qual será o nosso destino.
  • No escasso tempo da vida, cada um de nós cante seu breve recado, e já estará na hora de morrer.
  • Na roda-viva, nossas dores são tão grandes que a única compensação é cantar para tentar esquecê-las.
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