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#2883640
Texto da Questão:

O reflorestamento tem o papel de conservar a biodiversidade
da Mata Atlântica e retomar as funções ecológicas que a
tornam tão importante. Mas é possível fazer com que uma floresta
secundária avance para a condição de floresta nativa?
Segundo a diretora de restauração florestal da SOS
Mata Atlântica, as florestas secundárias geralmente não conseguem
atingir as mesmas condições ecológicas que as primárias,
mas têm o seu valor. "Uma floresta estabelecida, ainda que
secundária, absorve água e forma um reservatório natural,
impede o assoreamento dos rios e gera emprego e renda para
quem atua na restauração."
A manutenção de funções ecológicas na floresta secundária
depende de seu desenvolvimento. "Se ela atingir determinado
tamanho, diversidade e microclima adequado, poderá
ter funções semelhantes às da mata nativa", diz ela. Também a
capacidade de absorver carbono é uma das diferenças entre as
duas florestas. A mata secundária sequestra muito mais carbono,
mas isso não a torna melhor do que a primária, ela explica.
O grau de biodiversidade é um dos principais fatores que
diferenciam florestas primárias e secundárias. Esse grau depende
de vários aspectos, especialmente a idade e a existência
de mata nativa nas proximidades. As florestas secundárias são
definitivamente mais vulneráveis do que a primária, principalmente
em relação ao fogo. Na Amazônia, a idade média de uma
floresta secundária é de seis ou sete anos, já que muitas delas
são queimadas mais de uma vez.
A diretora avalia ainda que a perda de espécies na mata
secundária está relacionada ao ambiente mais aberto. Intervenções
como corte de cipó e plantio de espécies que funcionem
como uma barreira podem contribuir para a restauração e a
conservação das florestas.

(Ana Bizzotto. O Estado de S. Paulo, Especial Sustentabilidade,
H6, 30 de janeiro de 2009, com adaptações)

Está implícito no texto, como resposta à questão colocada no parágrafo, que

  • as áreas de florestas replantadas podem ter as mesmas funções ecológicas, porém apresentam menor diversidade em relação às florestas nativas.
  • as condições ecológicas de uma floresta secundária são inferiores às da floresta nativa, o que determina diferenças em suas funções.
  • a dificuldade de comparar os dois tipos de florestas é muito grande, considerando-se as enormes diferenças entre elas.
  • a absorção de carbono, função essencial exercida pelas florestas, comprova a semelhança entre as nativas e as secundárias.
  • o plantio de espécies diferentes na mata secundária pode torná-la até mesmo mais resistente a intempéries do que a mata nativa.
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