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#3148111

A presença da cigarrinha na lavoura de milho pode ser constatada através de armadilhas adesivas amarelas ou de observações visuais, principalmente, no cartucho das plantas de milho. A frequência mínima das observações é semanal. As armadilhas precisam ser trocadas semanalmente. Por ser um inseto vetor de fitopatógenos, não há nível de controle estabelecido e sua simples presença já justifica a adoção de medidas de controle e o monitoramento constante. São recomendações a serem seguidas:

  • Controle das plantas hospedeiras: plantas de milho voluntárias podem abrigar a cigarrinha no período de entressafra, fornecendo uma “ponte verde” para essa praga entre os plantios de milho, que serve como fonte de inóculo tanto para os enfezamentos como para virose, portanto, é fundamental a eliminação das plantas de milho voluntárias.
  • Controle de cigarrinha nas plantas adultas de milho: se, ao lado da lavoura de milho em estágio inicial, houver lavoura com plantas adultas de milho, é necessário adotar alguma estratégia para controlar, pelo menos uma faixa das plantas mais velhas, para reduzir o fluxo migratório.
  • Híbridos tolerantes aos patógenos causadores de enfezamento: híbridos muito suscetíveis, podem apresentar prejuízo, mesmo em cenário de excelente controle, pois mesmo em baixa população de cigarrinha ocorre a transmissão de molicutes e virose.
  • Tratamento de semente: inseticidas sistêmicos, como os neonicotinoides, apresentam eficácia de controle e consequentemente, reduzem a infecção das plantas.
  • Controle biológico: nas últimas safras tem sido muito utilizado; apresentando bons resultados, principalmente quando aliado ao controle químico e às práticas de manejo integrado de pragas (MIP).
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