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#1658141
Texto da Questão:

A questão refere-se ao seguinte fragmento de texto, extraído de uma reportagem que trata do trabalho de médicos-legistas em IML do Rio de Janeiro e suas diferentes demandas, incluindo os casos indevidamente encaminhados: A vítima daquele dia dera entrada na Unidade de Pronto Atendimento do Complexo do Alemão com fortes dores de cabeça e morrera duas horas depois. O corpo parecia saudável. Suspeitava-se de rompimento de um aneurisma. Por se tratar de morte natural, o corpo não deveria ter sido encaminhado para lá. Quando isso acontece, Gabriela fica indignada[...]: “Eles ficam com medo de assinar atestado de óbito e sofrerem processo depois. [...]. Nós somos responsáveis por mortes não naturais, e ponto”, disse.

(Fonte: BECKER, Clara. Ouvindo os mortos. Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/ materia/ouvindo-os-mortos/jan. 2011. [Edição 52] Grifos nossos)

Sobre o uso dos tempos verbais no texto, é correto o que consta na alternativa: 

  • o uso do futuro do pretérito do indicativo, em “deveria”, indica a dúvida da repórter quanto à veracidade do fato que enuncia.
  • por meio do presente do indicativo em “fica” e “ficam”, representam-se fatos contemporâneos ao momento em que o texto é produzido.
  • em “dera” e “morrera”, usou-se o pretérito mais-que-perfeito para representar fatos anteriores aos relatados nos três períodos subsequentes.
  • as formas verbais “dera” e “morrera” poderiam ser substituídas por “deu” e “morreu”, sem prejuízo das relações temporais entre os fatos relatados no texto.
  • em “parecia” e “suspeitava-se”, o emprego do pretérito imperfeito do indicativo sugere frequência, representando fatos que ocorreram mais de uma vez no passado.
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