De acordo com Nilma Lino Gomes, “Do ponto de vista cultural, a diversidade pode ser entendida
como a construção histórica, cultural e social das diferenças. A construção das diferenças ultrapassa as
características biológicas, observáveis a olho nu. As diferenças são também construídas pelos sujeitos
sociais ao longo do processo histórico e cultural, nos processos de adaptação do homem e da mulher
ao meio social e no contexto das relações de poder. Sendo assim, mesmo os aspectos tipicamente
observáveis, que aprendemos a ver como diferentes desde o nosso nascimento, só passaram a ser
percebidos dessa forma, porque nós, seres humanos e sujeitos sociais, no contexto da cultura, assim os
nomeamos e identificamos”.
(GOMES, Nilma Lino. Indagações sobre currículo : diversidade e currículo. Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de
Educação Básica, 2007).
Depreende-se dai que:
I. É natural que determinadas culturas, de um modo geral, ressaltem como positivos e melhores os
valores que lhe são próprios, gerando um certo estranhamento e, até mesmo, uma rejeição em relação
ao diferente.
II. Os seres humanos, enquanto seres vivos, apresentam diversidade biológica, ou seja, mostram
diferenças entre si. Logo, é possível que o ser humano, enquanto parte da diversidade biológica, seja
entendido fora do contexto da diversidade cultural.
III. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade. Porém, ao
longo do processo histórico e cultural e no contexto das relações de poder, algumas dessas
variabilidades foram estereotipadas e tratadas de maneira preconceituosas.
As afirmações I, II, e III são, respectivamente,
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