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FADENOR - 2025 - Prefeitura de Olhos-D`Água - MG - Auxiliar de Serviços da Educação Básica/Auxiliar de Serviços Gerais/Motorista (Categoria B e D)/Operador de Máquinas Leves
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se
refere.
Texto 01
Escrita à mão é coisa do passado? Parece que não...
Mariana Ferrari não sai de casa sem levar consigo um bloquinho e uma caneta. Pode até parecer estranho para
outras pessoas, já que o aplicativo de bloco de notas do celular ocupa muito bem essa mesma função com uma logística
muito menor. Mas, para a escritora, é indiscutível: “Se não escrevo à mão, é como se não existisse registro. Escrevo em
todos os cantos, em papéis que sobram no meio da sala, em cadernos, blocos. Escrevo cartas, contos, diários e
imaginações soltas. É com a palavra escrita à mão no papel que o texto ganha vida.”
Hoje em dia, é difícil encontrar pessoas como Mariana, apegadas à escrita à mão. Os teclados dos celulares e
computadores tomaram o lugar do papel, da caneta e dos traços das letras. As razões são compreensíveis: facilidade,
rapidez, conversão das ideias para o mundo digital.
No entanto, perdemos vários aspectos espontâneos da rotina – como cartinhas, bilhetes, desenhos nos cantos das
páginas – e, principalmente, processos cognitivos muito importantes.
Escrever à mão é um exercício cognitivo completo, que movimenta áreas cerebrais importantes para a organização,
coerência, pensamento criativo, linguagem e coordenação motora. Isso acontece porque processar letras e frases não é
simplesmente juntar informações, mas articular vários conhecimentos de uma só vez. “O ato de escrever exige
planejamento, organização de ideias e monitoramento contínuo do próprio desempenho para garantir que o texto seja
coerente e legível. O córtex pré-frontal, centro de controle do nosso cérebro, é intensamente ativado para gerenciar essas
tarefas”, explica a neurocientista Livia Ciacci.
Para construir uma simples frase no papel, o cérebro precisa manter as informações ativas na mente, planejar quais
palavras irá usar e como distribuí-las no espaço fornecido na folha. É uma manipulação em tempo real, responsabilidade
da memória operacional (sistema cognitivo que permite armazenar e manipular informações de forma temporária para a
realização de tarefas). Além disso, a escrita manual é um dos treinos mais refinados para a coordenação motora fina, em
que cada letra exige movimentos únicos e precisos dos dedos e da mão, controlados por uma comunicação entre cérebro
e músculos. “O cérebro precisa planejar e executar uma sequência de movimentos organizados, o que chamamos de
praxia. Esse processo fortalece as vias neurais responsáveis pelo controle motor, tornando os movimentos mais precisos
e eficientes não apenas para escrever, mas para uma infinidade de outras tarefas manuais”, aponta Livia. Assim, com
base na neurociência, escrever à mão impacta diretamente no aprendizado e na memória.
Fonte: CUSTÓDIO, Julia. Escrita à mão é coisa do passado? Parece que não... Disponível em: https://vidasimples.co/vida-simples/. Acesso em: 9
ago. 2025. Adaptado.
Os verbos, no primeiro parágrafo do texto, encontram-se conjugados, predominantemente, no
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