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O modelo epigenético do desenvolvimento humano, formulado por Erik H. Erikson, compreende a constituição do ego como resultante de sucessivas negociações identitárias que se instauram em momentos críticos denominados crises psicossociais. Cada etapa da vida estaria marcada por uma polaridade dialética, cujo desfecho positivo conduz à emergência de virtudes egoicas progressivamente mais complexas. Conforme Erikson (1968), a adolescência representa o cenário privilegiado da síntese identitária, cuja resolução implica a superação da confusão de papéis. Diante dessa compreensão, e à luz da matriz psicossocial eriksoniana, assinale a alternativa que reflete adequadamente a lógica de desenvolvimento das etapas:

  • A fase de integridade versus desespero, experienciada na senescência, constitui uma elaboração existencial sobre o sentido da vida vivida, podendo culminar em aceitação ou em ressentimento pela trajetória.
  • A crise de identidade versus confusão de papéis, característica da fase adulta jovem, está diretamente relacionada à capacidade de estabelecer vínculos afetivos estáveis e à construção de projetos reprodutivos duradouros.
  • A etapa de iniciativa versus culpa, vivenciada durante a adolescência, corresponde ao período de construção autônoma do juízo moral e da definição vocacional diante das demandas sociais e parentais.
  • A polaridade autonomia versus vergonha e dúvida, característica da meia-idade, remete à tensão entre dependência institucional e autogestão dos próprios processos produtivos e afetivos.
  • A fase de indústria versus inferioridade, situada na juventude tardia, evidencia a necessidade de integração profissional e ascensão econômica como parâmetros de autoeficácia social e reconhecimento externo.
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