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#1658762
Texto da Questão:

    Os fenômenos da linguagem examinavam-se outrora apenas à luz da gramática e da lógica, e já era muito se a análise reconhecia como palavras expletivas ou de realce os termos sobejantes¹ unidos à oração ou nela encravados.
    Hoje que a ciência da linguagem investiga os fatos sem deixar-se pear² por antigos preconceitos, já não podemos levar essas expressões à conta da superfluidades nem ainda atribuir-lhes papel decorativo, o que seria contrassenso, uma vez que rareiam no discurso eloquente e retórico e se usam a cada instante justamente no falar desataviado de todos os dias.
    Uma coisa é dirigirmo-nos à coletividade, a pessoas desconhecidas, de condições diversas, e que nos ouvem caladas; outra coisa é tratar com alguém de perto, falar e ouvir, e ajeitar a cada momento a linguagem em atenção a essa pessoa que está diante de nós, para que fique sempre bem impressionada com as nossas palavras.

(Said Ali, Meios de Expressão e Alterações Semânticas, RJ)

¹sobejantes: demasiados, excessivos, de sobras.
²pear: prender.

Segundo Celso Cunha, a partícula expletiva ou de realce não possui função sintática, serve para dar destaque ou ênfase e pode ser retirada da frase, sem prejuízo algum para o sentido.
Em todas as passagens abaixo, está presente essa partícula, exceto em uma.Assinale-a:

  • O quenãovão pensar quando souberem que o filho do ministro defendia os traficantes ?
  • Fabiano ajustou o gado, arrependeu-se, enfim deixou a transação meio apalavrada.
  • Sinha Tertaé quetinha uma ponta de língua terrível.
  • Mas, homem de Deus, que diabo! pense um pouco! Você ali não pode construir nada!
  • Vou-meembora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei.
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