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#1628905

A vaidade é uma marca ostensiva do povo zoé, que, desde a primeira dentição, usa como adorno de identidade o ebber’pot: cravo de madeira, que é pendurado no lábio inferior, previamente perfurado. Para os zoés, uma das mais preciosas inovações dos kihari (os não índios) é o espelho. O utensílio, introduzido pela Funai, ajuda as mulheres a embelezarem o corpo com a tintura vermelha de urucum e a conservarem as tiaras de penugem branca de urubu-rei.

Além de vaidosa, a sociedade zoé é poligâmica e poliândrica. As mulheres se casam com vários homens. Geralmente, uma mulher tem de quatro a cinco maridos ao longo de sua vida e convive com dois ou três ao mesmo tempo.

Os zoés formam uma sociedade de 270 indivíduos que vivem em 12 aldeias, de forma itinerante, na Terra Indígena Zoé, em uma área de 6,4 mil km2 de floresta, no noroeste do Pará, às margens do rio Cuminapanema.

(Adaptado de Planeta/abr./2016, p.29.)

As informações expressas no texto asseguram a seguinte inferência:

  • a vaidade é um atributo inato do povo zoé e se manifesta mais intensamente entre as mulheres.
  • o espelho tornou-se utensílio imprescindível para a manutenção do valor prevalente na sociedade zoé: a vaidade.
  • na sociedade zoé, a mulher que se casa com cinco homens tem direito de escolher três deles para conviver com ela ao longo da vida.
  • por ser itinerante, a mulher zoé convive cotidianamente com parte dos homens com quem se casou.
  • o tamanho e a localização da Terra Indígena Zoé são fatores relevantes para a manutenção da tradição cultural desse povo.
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