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#2002755

Com relação aos fragmentos a seguir – adaptados – assinale a opção que constitua o parágrafo correto para completar o texto de forma coesa e coerente.

Nem muros, nem cercas, nem mares. Muito menos passaportes: quando uma pessoa decide abandonar seu próprio país para tentar uma vida melhor em outro lugar, nenhuma dessas barreiras é suficiente para dissuadi-la. As fronteiras europeias nunca estiveram tão fechadas e, ao mesmo tempo, nunca tantos imigrantes ilegais entraram no continente. Um estudo da Frontex, agência europeia de vigilância das fronteiras, aponta que, entre julho e setembro de 2014, cerca de 110 mil pessoas chegaram à Europa clandestinamente por terra e sobretudo por mar. Este número é quase três vezes maior do que o pico da Primavera Árabe, em 2011. 

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Até então, a maior catástrofe do tipo havia sido o naufrágio próximo à ilha de Lampedusa, que fez 366 vítimas fatais em 2013. Na época houve uma grande mobilização para o caso, chamando a atenção para a realidade dos imigrantes clandestinos. Logo após o ocorrido, a marinha italiana lançou uma operação humanitária e militar batizada Mare Nostrum, que tinha como objetivo socorrer pessoas à deriva.

                                                               (Adaptação da reportagem “Por um porto seguro", de Amanda

                                                                 Lourenço (revista Caros amigos, ano XIX, nº 220, julho 2015)


  • Para uma solução mais duradoura, o representante da Anistia Internacional na França, Jean-François Dubost, acha que a abertura do acesso às vias legais de imigração para a União Europeia, principalmente para os refugiados, é o ideal. “Hoje, mais da metade das pessoas que atravessam o Mediterrâneo são refugiados, isto é, pessoas que fogem da guerra e da perseguição em seus países".
  • O caminho, porém, é perigoso e sem a menor garantia de sucesso. Em uma hipótese otimista, o imigrante pode ser descoberto por autoridades locais e encaminhado de volta, caso não seja um refugiado, mas pode ser também que seu destino seja mais trágico e ele sequer consiga completar o percurso em vida. Este foi o caso de mais de 1.800 pessoas apenas neste 2015, a maior parte vítimas de afogamento no mar Mediterrâneo. No mês de abril, em apenas um único naufrágio, morreram aproximadamente oitocentos clandestinos.
  • É importante fazer a diferenciação entre refugiados e imigrantes quando o tema é fluxo migratório e políticas de asilo. O primeiro grupo é considerado mais vulnerável que o segundo, pois as razões que os expulsaram de seus próprios países seriam mais graves, geralmente questões de vida e morte. Guerras, perseguições políticas, étnicas e sociais, assim como grandes catástrofes, naturais ou não, fazem com que populações busquem abrigo em lugar seguro.
  • Abrir as fronteiras definitivamente não está nos planos de nenhum governo europeu por enquanto. Entretanto, o debate continua e um dos capítulos mais importantes da discussão foi o plano de propostas apresentado pela Comissão Europeia em maio. O projeto prevê, entre outras medidas, a redistribuição de 40 mil refugiados em diferentes países europeus.
  • Apesar de as autoridades tratarem as contas como um assunto prioritário, a verdade é que os números propostos são quase simbólicos. Apenas no ano passado, 626 mil pedidos de asilo foram contabilizados em todo continente, ou seja, os 20 mil refugiados distribuídos pela Europa em dois anos representariam apenas 1,5% de toda a demanda anual.
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