Durante séculos, os vastos oceanos e as terras
longínquas constituíram-se em enigmáticas fontes
de fascínio e assombro para os europeus. O
imaginário coletivo, impregnado de mitos e
apreensões, alimentava temores diante do
desconhecido. Para aqueles povos, o horizonte do mundo limitava-se, até então, ao território
europeu e a porções da África e da Ásia. Todavia,
entre os séculos XV e XVII, intrépidos
navegadores ousaram desafiar as águas
inexploradas, inaugurando um ciclo histórico de
expedições marítimas que ficaria consagrado como a célebre Era das Navegações.
Partindo deste contexto, analise as proposições a
seguir:
I. Desde a Antiguidade, o comércio entre a
Europa, a África e a Ásia ocorria pelo
Mediterrâneo. Durante a Idade Média, as
trocas comerciais entre essas regiões
diminuíram em relação ao período anterior. No
entanto, a partir das Cruzadas, o contato entre
a Europa e o chamado Oriente voltou a se
intensificar. II. Por volta de 1300, Veneza e outras cidades
italianas exerciam o domínio sobre o
transporte e a circulação das mercadorias que
chegavam às regiões de Roma e da Grécia, sob
a influência estratégica de Alexandria e
Constantinopla. Diversos produtos eram
adquiridos pelos mercadores italianos e
posteriormente revendidos ao restante da
Europa. Contudo, o rígido controle exercido
por povos orientais sobre essas rotas
comerciais suscitou a necessidade de encontrar
novos caminhos marítimos, o que, em última
instância, impulsionou a busca por vias
alternativas que culminariam na chegada ao
continente americano. III. Portugal foi o primeiro Estado europeu a
centralizar o poder nas mãos de um monarca,
constituindo, assim, uma monarquia capaz de
unificar diversas cidades sob um único
governo. Tal processo representou, na prática,
o fortalecimento do Estado português. Outro
fator decisivo, que motivou e consolidou as
Grandes Navegações, foi a estreita aliança
entre a Igreja Católica e a Coroa lusitana. Para
a Igreja, essa união significava a oportunidade
de expandir a fé cristã e conquistar novos fiéis;
para a monarquia portuguesa, representava a
chance de ampliar seus domínios territoriais e
afirmar sua autoridade no cenário
internacional. IV. No início do século XV, Lisboa era um dos
principais portos da Europa. Com a expansão
do comercio, fortalecimentos da monarquia e o
enriquecimento da burguesia, Lisboa cresceu e
se modernizou. Ao longo do século XVI, com
a expansão para outros continentes e a
anexação de colônias, províncias e vice-reinos
por Portugal, Lisboa tornar-se a se do Império
Português. V. No início do século XV, Lisboa destacava-se como um dos mais importantes portos da
Europa. Impulsionada pela expansão do
comércio, pelo fortalecimento da monarquia e
pelo enriquecimento da burguesia, a cidade
experimentou notável crescimento e
modernização. Ao longo do século XVI, com a projeção ultramarina, a anexação de colônias,
províncias e vice-reinos, Lisboa consolidou-se como a capital e sede do poderoso Império
Português
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