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#3515190
Texto da Questão:

Leia o texto 3 a seguir para responder a questão.


Texto 3


Da calma e do silêncio


Da calma e do silêncio

Quando eu morder

a palavra,

por favor,

não me apressem,

quero mascar,

rasgar entre os dentes,

a pele, os ossos, o tutano do verbo,

para assim versejar

o âmago das coisas.

Quando meu olhar

se perder no nada,

por favor,

não me despertem,

quero reter,

no adentro da íris,

a menor sombra,

do ínfimo movimento.

Quando meus pés

abrandarem na marcha,

por favor,

não me forcem.

Caminhar para quê?

Deixem-me quedar,

deixem-me quieta,

na aparente inércia.

Nem todo viandante

anda estradas,

há mundos submersos,

que só o silêncio

da poesia penetra.


Fonte: EVARISTO, Conceição. Poemas da recordação e outros movimentos. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poemas-de-conceicao-evaristo/ Acesso em 09 de fev. 2025)

No verso “Caminhar para quê?”, a palavra quê está acentuada, pois: 

  • Obedece à regra de acentuação de pronomes exclamativos, que são sempre acentuados ao final de frases exclamativas.
  • É uma interjeição, com tonicidade forte, o que exige o acento gráfico para indicar sua ênfase.
  • Apresenta função de pronome interrogativo, que exige acentuação gráfica quando aparece em frases interrogativas diretas, com a tonicidade recai sobre a última sílaba.
  • É uma forma do verbo "querer", e o acento gráfico é usado para indicar a conjugação no presente do indicativo.
  • Se trata de uma conjunção, que exige o uso do acento gráfico em perguntas diretas.
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