A elaboração de orçamentos de obras públicas no Brasil
exige precisão, transparência e conformidade com
normas e sistemas de referência (como SINAPI). O
geoprocessamento, através de ferramentas de Sistemas
de Informação Geográfica (SIG/GIS), oferece novas
abordagens para a coleta e análise de dados que
impactam diretamente a acurácia orçamentária.
Analise as afirmativas abaixo sobre a intersecção dessas
áreas:
I. O uso de imagens de satélite de alta resolução e
levantamentos LiDAR (Light Detection and
Ranging), processados via geoprocessamento,
permite a quantificação automatizada de volumes de
terraplenagem e a identificação precisa de
interferências (vegetação, edificações), resultando
em orçamentos mais precisos para essa etapa da
obra.
II. O geoprocessamento é irrelevante para a elaboração
de orçamentos, pois os custos de materiais e mão de obra são definidos exclusivamente por tabelas de
referência padronizadas, como o SINAPI (Sistema
Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da
Construção Civil).
III. A análise espacial realizada por meio de SIG pode
otimizar a logística de transporte de insumos
(cimento, brita, aço) ao identificar as rotas mais
eficientes e a localização estratégica de fornecedores
e canteiros de apoio, reduzindo significativamente os
custos indiretos (BDI) da obra.
IV. A legislação brasileira proíbe o uso de dados de
geoprocessamento em licitações de obras públicas,
pois a metodologia de cálculo de quantitativos deve
ser obrigatoriamente manual, baseada em plantas
impressas para garantir a isonomia do processo.
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