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#2595971

Leia o poema.


Pronominais

Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro.

(OSWALD DE ANDRADE, O. Obras completas, Volumes 6-7. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972).


A análise adequada desse poema ocorre em: E do mulato sabido

  • O poeta defende uma ruptura com os padrões da língua literária culta e busca de uma língua brasileira, que incorpora os “erros” gramaticais como verdadeiras contribuições para a definição da nacionalidade.
  • Embora estejam presentes no poema ideias normativas da língua, não há nenhuma tendência a provar a superioridade da linguagem coloquial.
  • Há a ausência de uma visão renovadora de elemento nacional com uma linguagem irônica.
  • No que diz respeito à linguagem do poema, há a presença de antíteses, cortes bruscos nas frases e associações livres de ideias.
  • Para a defesa de uma linguagem cotidiana brasileira, o poeta problematiza a questão da regência.
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