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#3539914

A grande maioria das gestantes com HAS crônica tem hipertensão do tipo essencial e, quando comparadas com gestantes normotensas, sua evolução gestacional é desfavorável. O aumento nas mortalidades materna e perinatal, em geral, está associado à sobreposição de PE, idade materna > 30 anos e duração da enfermidade. Com relação aos medicamentos utilizados e à HAS crônica na gestação, assinalar a alternativa CORRETA.

  • O CHIPS (Control of Hypertension in Pregnancy Study) comparou, de maneira randomizada, o controle mais rigoroso versus o controle menos rigoroso da PA em gestantes com HAS leve e moderada. Não houve diferença entre os dois grupos com relação a desfechos como prematuridade, episódios de HAS grave, plaquetopenia e peso fetal.
  • O betabloqueador propranolol, associa-se à diminuição significativa do fluxo placentário e à RCIU, aumentando em cerca de 36% o risco de recém-nascidos pequenos para a idade gestacional.
  • Os IECAs (captopril, enalapril) não causam redução significativa do fluxo sanguíneo uteroplacentário e RCIU, porém estão associados ao oligoidrâmnio, à morte fetal e neonatal, sendo, portanto, contraindicados na gestação.
  • O uso de diuréticos na gestação não é contraindicado e apresenta boa recomendação.
  • Ao escolher o medicamento anti-hipertensivo na gravidez, deve-se dar preferência aos bloqueadores do canal de cálcio não diidropiridínicos.
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