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#2642894

Em âmbito nacional, destaca-se a Lei no 12.845/2013 que dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual, e ainda as Leis de Notificação Compulsória no caso de violência contra mulheres, crianças, adolescentes e pessoas idosas, atendidas em serviços de saúde públicos ou privados (Lei n° 10.778/2003, Lei n° 8.069/1990, Lei n° 10.741/2003), a Lei Maria da Penha (Lei n° 11.340/2006), entre outros. O atendimento a vítima de estupro é complexo, necessitando idealmente de cuidados de uma equipe multidisciplinar familiarizada com casos similares. Quando praticado durante a gravidez, representa fator de risco para saúde da mulher e do feto, por aumentar a possibilidade de complicações obstétricas, abortamento e RN de baixo peso. (Fonte: Protocolo Clínico Diretrizes Terapêuticas para a Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis).
Relativos as profilaxias não virais e virais, é INCORRETO afirmar:

  • A administração profilática do metronidazol ou suas alternativas pode ser postergada ou evitada em casos de intolerância gastrintestinal conhecida ao medicamento. Também deve ser postergada nos casos em que houver prescrição de contracepção de emergência e de profilaxia antirretroviral.
  • Em caso de pessoas em situação de violência sexual não imunizadas ou com esquema vacinal incompleto para hepatite B, o MS recomenda vacinação para HBV e imunoglobulina hiperimune para hepatite B (IGHAHB).
  • O método de Yuzpe, segunda opção na prevenção de gestação indesejada após abuso sexual, consiste na administração oral da associação de estrogênios e progestagenios. Prescreve-se anticoncepcional hormonal oral contendo etinilestradiol 50 mg/levonorgestrel 250 mg por comprimido, 2 comprimidos, VO, a cada 12 horas, ou 4 comprimidos, VO, dose única, ou anticoncepcionais orais com etinilestradiol 30 mg/levonorgestrel 150 mg por comprimido, usando-se 4 comprimidos, VO, a cada 12 horas, ou 8 comprimidos, VO, dose única.
  • A IGHAHB deve ser administrada em dose única de 0,06 mL/kg, IM, em extremidade diferente da que recebeu a vacina para HBV, e se a dose da vacina ultrapassar 5 mL; deve-se dividir a aplicação em duas áreas corporais diferentes. A IGHAHB pode ser administrada até, no máximo, 14 dias apos a violência sexual, embora se recomende seu uso nas primeiras 48 horas a contar do ato, e está disponível nos CRIE.
  • Sobre os critérios para a não realização da imunoglobulina B, torna-se necessário quando: Casos de violência sexual em que a vítima apresente exposição crônica e repetida.
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