Quando eu era menina bem pequena, em nossa casa, certos dias da semana se fazia um bolo, assado na panela com um texto de borralho em cima.
Era um bolo econômico, como tudo, antigamente. Pesado, grosso, pastoso. (Por sinal que muito ruim) [...] Era aquilo, uma coisa de respeito. Não pra ser comido assim, sem mais nem menos. Destinava-se às visitas da noite, certas ou imprevistas. Detestadas da meninada.
CORALINA, Cora. Antiguidade. In: Poemas dos becos de Goiás e estórias
mais. 19.ed. São Paulo: Global, 1997. p. 53-54.
O poema de Cora Coralina, ao tratar do “bolo econômico”
evidencia as
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