Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo masculino, 38 anos, em tratamento prévio para
transtorno depressivo recorrente, em uso de 80 mg/dia de
fluoxetina, com resposta apenas parcial. Já havia utilizado outros
dois esquemas terapêuticos, incluindo antidepressivos tricíclicos
e noradrenergicos, igualmente sem resposta terapêutica. Frente
à pouca resposta do terceiro esquema terapêutico, e com a
presença de ideação de autoextermínio, seu psiquiatra resolve
associar, gradualmente, a risperidona, até chegar à dose de 4
mg/dia. Duas semanas depois, o paciente dá entrada no pronto-socorro psiquiátrico com agitação psicomotora. A família relata
que estava usando corretamente as medicações, quando, há
dois dias, começou a ficar mais agitado e “acelerado” que antes,
falando muito. O médico da emergência sugeriu aumento da
dose de risperidona para 8 m/dia, até que a família pudesse levá-lo a seu psiquiatra assistente. Dois dias depois, voltou ao pronto-socorro para internação, onde evoluiu com importante rigidez
muscular, hipertermia, tremores de extremidade, taquidispneia,
taquicardia, com obnubilação. Os exames mostraram os
seguintes resultados:
A conduta médica emergencial para o caso apresentado
deve ser hidratação vigorosa EV, reposição hidroeletrolítica