Mãe – que adormente este viver dorido.
E me vele esta noite de tal frio,
E com as mãos piedosas até o fio
Do meu pobre existir, meio partido
Que me leve consigo, adormecido,
Ao passar pelo sítio mais sombrio...
Me banhe e lave a alma lá no rio
Da clara luz do seu olhar querido...
Eu dava o meu orgulho de homem – dava
Minha estéril ciência, sem receio,
E em débil criancinha me tornava,
Descuidada, feliz, dócil também,
Se eu pudesse dormir sobre o teu seio,
Se tu fosses, querida, a minha mãe!
QUENTAL, A. Antologia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991.
No verso “Do meu pobre existir, meio partido”, o vocábulo
destacado é formado pelo mesmo processo de formação de
que resulta a palavra destacada em:
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